Os dias são outonos: choram...choram... Há crisântemos roxos que descoram... Há murmúrios dolentes de segredos... Invoco o nosso sonho! Estendo os braços! E ele é, o meu amor, pelos espaços, Fumo leve que foge entre os meus dedos!

-Florbela Espanca-

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Vivificação



Todos em seus whatsapps...
Onde estão aqueles ouvindo what's up?
Que copulariam no telhado,
Que me prenderiam ao cinturão de Órion...
Onde se escondem malditos?
Vocês mountain bikers,
Sem mulheres em seus canos,
Do que andam fugindo?

Todos vocês, homens ambiciosos,
Que me deixavam pra depois,
Ocupados demais com seus egos,
Mas que ironia, serão mais conhecidos por mim?
E só sei pra que lado seus paus eram tortos...
Quão grandes eram seus medos,
Como costumavam se drogar
Pra não ter que encarar a realidade,
Pra não ter que correr risco algum.

3 comentários :

JOSÉ ALVES disse...

Teus textos se assemelham aos da Ana Cristina Cesar. ai vai um que gosto.
MARFIM

A moça desceu os degraus com o robe
monografado no peito: L. M. sobre o coração.
Vamos iniciar outra Correspondência, ela
propôs. Você já amou alguém verdadeiramente?
Os limites do romance realista. Os caminhos do
conhecer. A imitação da rosa. As aparências
desenganam. Estou desenganada. Não reconheço
você, que é tão quieta, nessa história. Liga
amanhã outra vez sem falta. Não posso
interromper o trabalho agora. Gente falando por
todos os lados. Palavra que não mexe mais no
barril de pólvora plantado sobre a torre de
marfim.

JOSÉ ALVES disse...

Teus textos se assemelham aos da Ana Cristina Cesar. ai vai um que gosto.
MARFIM

A moça desceu os degraus com o robe
monografado no peito: L. M. sobre o coração.
Vamos iniciar outra Correspondência, ela
propôs. Você já amou alguém verdadeiramente?
Os limites do romance realista. Os caminhos do
conhecer. A imitação da rosa. As aparências
desenganam. Estou desenganada. Não reconheço
você, que é tão quieta, nessa história. Liga
amanhã outra vez sem falta. Não posso
interromper o trabalho agora. Gente falando por
todos os lados. Palavra que não mexe mais no
barril de pólvora plantado sobre a torre de
marfim.

Enia Celan disse...

Que legal vou vasculhá-la!

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