Os dias são outonos: choram...choram... Há crisântemos roxos que descoram... Há murmúrios dolentes de segredos... Invoco o nosso sonho! Estendo os braços! E ele é, o meu amor, pelos espaços, Fumo leve que foge entre os meus dedos!

-Florbela Espanca-

terça-feira, 10 de março de 2015

Do corpo fechado das letras que mostravam demais




Li o corpo fala,
E o meu ficou mudo,
Nunca mais pus o cabelo
Atrás das orelhas,
Cruzo as pernas raramente,
Só depois de me certificar que
Meus pés não apontarão pra ninguém,
Tantas vezes queria cruzar os braços
E desfaço esse embaraço,
De semiótica
Ditadurista
Olhar pra cima querendo atravessar o muro?
Nem pensar!
É olho cabisbaixo, ou reto-duro.

2 comentários :

JOSÉ ALVES disse...

Enia, corrigir: "cruzo as pernas" e não penas.......à parte, um lindo poema. às vezes ajuda a gente a continuar nesta dura lavratura de escritor. Abraços.

Enia Celan disse...

Oi Zé, só hoje vi sua correção, pretendo levá-lo hoje para a reunião... Obrigada!

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