Os dias são outonos: choram...choram... Há crisântemos roxos que descoram... Há murmúrios dolentes de segredos... Invoco o nosso sonho! Estendo os braços! E ele é, o meu amor, pelos espaços, Fumo leve que foge entre os meus dedos!

-Florbela Espanca-

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Para um idiota...



A promessa se cumpre, a luz engole a sombra, as correntes da alma desabrocham. Infeliz jogador, sem sorte no jogo, muito menos no amor. Não é questão de sorte nunca! Não reparou? É um insistir pela importância que o outro tem, seus amigos pareciam tão importantes pra você!? Evito que este teu alguma coisa que é meu amigo, lhe corte a língua, lhe faça sofrer até a morte, lavo de dentro de mim qualquer tipo de importância que algum dia te dei. Sois razão nenhuma de ser. Tenho total repúdio a qualquer tempo que tenha perdido em sua função, e se não desviei meu caminho só porque você estava na frente, saiba hoje, é porque tenho total espontaneidade sobre quem sou, o que fiz, que coisas aprendi... É porque esta é a minha cidade, não a sua. Ninguém vai pixar seu muro, nenhum clorofluorcarbono na atmosfera deve o valer. Eu não posso te dar um pontapé pra fora do mundo... Ah se pudesse!

2 comentários :

JOSÉ ALVES disse...

ah, se pudesse chutar alguns e algumas pra fora do mundo. Belo texto!

Enia Celan disse...

muita força no pé!

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